Psicologia, Educação, Arte e Cotidiano


26 Setembro, 2011

Saiba como cuidar da imagem nas redes sociais

Participo desta matéria de Pollyana de Moraes do site do GNT.


Se ignorar o Facebook e tantas outras redes sociais parece estar fora de questão, alguns cuidados simples permitem que você se exponha sim, mas sem correr o risco de virar alvo de fofocas ou de comentários maldosos. O GNT conversou com especialistas no assunto e separou cinco dicas para você manter a classe (e a intimidade) protegidas na internet.
  • 1
  • Vida Pessoal
  • Na opinião da psicóloga-clínica Daniela Pinotti, as pessoas ainda estão aprendendo a lidar com a influência das redes sociais no dia a dia, mas é preciso colocar em prática o pouco que se sabe sobre o “bom senso virtual”. “Achamos que as redes sociais parecem a sala de nossa casa, mas não são. E também não é todo mundo que convidamos para entrar em nossa casa”, diz. Segundo Daniela, a dica é não expor a própria rotina a ponto de permitir que conhecidos ou estranhos participem dela ou opinem sobre sua intimidade. Na hora de fazer comentários em relação à vida dos outros, a sugestão é nunca dizer nada de que você possa se arrepender depois, pois o tiro pode sair pela culatra: lembre-se que uma vez escrito, registrado está.

  • 2
    Relacionamento
    Para os casais, as redes podem ser motivo de estresse. Relação exposta, ciúmes, assédio de terceiros, tudo vira motivo para discussões e desconfiança. A psicóloga carioca Ana Paula Cavalcante Pinto lembra que isso pode ser evitado com muito diálogo entre o casal. “É preciso que os envolvidos estabeleçam juntos os limites do que se divulga ou não da intimidade deles na internet”. Esse limite vale, por exemplo, para avaliar quais fotos ou comentários sobre terceiros podem ser compartilhados ou não. Compartilhar o mesmo perfil que o parceiro nem sempre ajuda. “A individualidade é importante, assim como o comum acordo. É preciso haver confiança e bom senso para não expor o que já não é exposto na ‘vida real’”, recomenda Ana Paula.

  • 3
    Estilo
    Autora de um dos blogs de moda mais populares do Brasil, Joanna Moura (a Jojo, de ‘Um Ano Sem Zara’) sabe bem como lidar com a exposição na web quando o assunto é estilo. Todo dia, ela posta no blog looks que servem de inspiração para centenas de mulheres e aspirantes a fashionistas. Para aprender com a Jojo, a primeira dica é: vulgaridade não. “Se você quiser postar uma foto sua de biquíni na praia, lembre-se que a internet não é a praia. Existem pessoas do trabalho, da faculdade e desconhecidos que podem achar a foto vulgar fora do contexto”, alerta. Dar pitaco negativo sobre o estilo dos outros também pode ser ponto contra. "Tudo bem dizer o que gosta ou o que não gosta, mas respeito é fundamental”, comenta Jojo.

  • 4
    Trabalho
    Tão ruim quanto ser vítima de fofoca na internet é ser a própria autora da fofoca. Surpresa? Para o presidente da Sociedade Brasileira de Coaching, Villela da Mata, falar mais sobre pessoas ou sobre a vida dos outros diminui as chances de uma contratação ou de uma promoção. A dica para não cometer nenhuma gafe é apertar o freio das postagens pessoais e falar mais de ideias e valores. “Nos processos seletivos, cada vez mais empresas acessam os perfis dos candidatos no Facebook”, afirma ele. Por isso, nada de fotos comprometedoras, palavrões ou preconceitos: você está sendo observada.

  • 5
    Opinião
    A jornalista e pesquisadora da PUC-RJ, Carla Rodrigues, diz que a raiz das opiniões mais ofensivas da internet é a ideia de que a ‘personalidade virtual’ não é a mesma que a real, por isso, existe uma aura de anonimato. “Aquele comentário ofensivo que uma pessoa faz nas redes sociais, dificilmente ela faria num bar com os amigos, por exemplo. Porque no bar ela é a “fulana de tal”, enquanto na internet, ela é um nome com foto, ou um apelido”, explica. Para evitar uma bola fora, a dica de Carla é levar o mesmo bom senso esperado do dia a dia para as redes, ou você também pode virar alvo.
Clique aqui para ir pro site.

14 Setembro, 2011

Lygia Clark: Sesc lança "caixa" com depoimentos sobre sua obra

Selo SESC lança Arquivo para uma obra-acontecimento de Suely Rolnik, caixa com 20 DVDs que analisa o projeto de ativação da memória corporal de uma trajetória artística e seu contexto, a partir de entrevistas com brasileiros e estrangeiros que participaram das experiências artísticas de Lygia Clark. Duas mesas de discussão e uma sessão de trabalho relativas ao lançamento ocorrem no SESC Pinheiros, que também recebe, até o dia 22 de setembro, uma exposição.


O SESC São Paulo, em parceria com a Cinemateca Brasileira, lança pelo Selo SESC a caixa Arquivo para uma obra-acontecimento, de Suely Rolnik. Os filmes apresentados no material são parte das 65 entrevistas realizadas por Rolnik em São Paulo, Rio de Janeiro, Paris, Londres e Nova York que integram o Arquivo para uma obra-acontecimento, projeto de ativação da memória corporal de uma trajetória artística e seu contexto. Com foco na evocação da poética de Lygia Clark (1920-1988), a caixa contém entrevistas de Caetano Veloso, Jards Macalé, Suzana de Moraes, Paulo Venâncio, Lula Wanderley, Ivanilda Santos Leme, Ferreira Gullar, Paulo Herkenhoff,Thierry Davila, Rubens Gerchman, Gaëlle Bosser e Claude Lothier, Christinne Ishkinazi, Lia Rodrigues, Hubert Godard, Julien Blaine, Anne-Marie Duguet, David Medalla, Guy Brett e Yve-Alain Bois.

A exposição, aberta ao público até 25 de setembro, apresenta as 20 entrevistas, uma proposta de arquivo que extrapola a obra e diz respeito a muitas práticas artísticas contemporâneas. "A ideia é que o espaço contribua para produzir um acontecimento no encontro com as entrevistas e textos, e que não desvie a experiência para o deleite sensorial, o que inviabilizaria o acesso ao além do sensorial proposto por Lygia Clark", explica a autora do projeto que optou por não explorar apelos visuais que remetam às formas criadas pela artista no espaço do SESC Pinheiros.

Duas mesas-redondas, ambas com moderação de Rolnik, aprofundam diferentes aspectos do lançamento. Na primeira [sexta-feira, 16/9, às 20h], Guy Brett (Inglaterra), Yve-Alain Bois (EUA, França) e Ricardo Basbaum (Brasil) discutem o caráter relacional das práticas artísticas de Lygia Clark, indispensável para que a obra se realize enquanto acontecimento na subjetividade daqueles que se propõem a vivenciá-la.

Na segunda mesa-redonda [quinta-feira, dia 22/09, às 19h30], Carles Guerra (Espanha), Sol Henaro (México) e Cristina Freire (Brasil) apresentam diferentes dispositivos de curadoria de arquivos em seus múltiplos desdobramentos. Serão especialmente examinados seus modos de exposição, entendida como uma das direções desta construção que se desdobra em outras, e não necessariamente seu destino final. O desafio deste tipo de exposição é fazer com que uma prática artística que se realizou em sua época como acontecimento volte a produzir “obra”, ou seja, um acontecimento, no presente. E no dia seguinte, os participantes da mesa conversam com um grupo limitado de participantes em uma sessão de trabalho [sexta, 23/09, 17h]. As inscrições são selecionadas por análise de carta de interesse, que deve ser enviada até 15/09/2011 para o e-mail arquivo@pinheiros.sescsp.org.br

Clique aqui e leia o livro que acompanha a caixa.