Psicologia, Educação, Arte e Cotidiano


31 Agosto, 2009

Mais um texto de um de meus mais queridos pais espirituais - Leonardo Boff


Texto extraído do site oficial, para navegar mais neste mar de amor que é Leonardo Boff, clique aqui.

Quando o Céu casa com a Terra

Observando o processo de mundialização, entendido como nova etapa da humanidade e da Terra, no qual culturas, tradições e povos os mais diversos se encontram pela primeira vez, tomamos consciência de que podemos ser humanos de muitas maneiras diferentes e que se pode encontrar a Última Realidade, a mais íntima e profunda, seguindo muitos caminhos. Pensar que há uma única janela pela qual se pode vislumbrar a paisagem divina é a ilusão dos cristãos do Ocidente. É também o seu erro. Hoje o atual Papa vive repetindo a sentença medieval, superada pelo Vaticano II, de que “fora da Igreja não há salvação”. Para ele, ela é a única religião verdadeira e as outras são tamsomente braços estendidos ao céu mas sem a certeza de que Deus acolha esta súplica. Pensar assim é ter pouca fé e imaginar que Deus tem o tamanho da nossa cabeça. Quem não encontrou pessoas profundamente piedosas de outras religiões, nas quais se percebe claramente a presença de Deus? Não reconhecer tal realidade é, na verdade, pecar contra o Espírito Santo que está sempre alimentando a dimensão espiritual ao largo dos tempos históricos.

Nas minhas muitas viagens, nos encontros com culturas diferentes e com pessoas religiosas de todo tipo, me dei conta da necessidade que todos temos de aprender uns dos outros e da profunda capacidade de veneração da qual os mais diferentes povos dão convincente testemunho.

Há alguns anos, dei palestras em muitas cidades da Suécia sobre ecologia e espiritualidade. Numa ocasião me levaram quase ao pólo norte onde vivem os samis (esquimós). Eles não gostam de encontrar estrangeiros. Mas sabendo que era um teólogo da libertação, quiseram conhecer esta raridade. Vieram três líderes indígenas. O mais velho logo me perguntou:”Os índios do Brasil casam o Céu com a Terra ou não”? Eu logo entendi a intenção e respondi de pronto:”Lógico que casam, pois deste casamento nascem todas as coisas”. Ao que ele, feliz, retrucou:”então são ainda índios e não são como nossos irmãos de Oslo que já não acreditam no Céu”. E dai seguiu-se um dialogo profundo sobre o sentido de unidade entre Deus, o mundo, o homem, a mulher, os animais, a terra, o sol e a vida.

Experiência semelhante vivi em 2008 na Guatemala quando participei de uma belíssima celebração com sacerdotes maias junto o lago Atitlan. Havia também sacerdotisas. Tudo se realizava ao redor do fogo sagrado. Começaram invocando as energias das montanhas, das águas, das florestas, do sol e da mãe Terra. Durante a cerimônia, uma sacerdotisa se avizinhou de mim e disse:”você está muito cansado e deve ainda trabalhar bastante”. Efetivamente, por vinte dias percorri, de carro, vários paises participando de eventos e dando muitas palestras. E então ela com seu polegar pressionou meu peito, na altura do coração, com tal força a ponto de quase me quebrar uma costela. Tempos depois, retornou a mim e disse:”você tem um joelho machucado”. Eu lhe perguntei: “como sabe”? E ela respondeu: “eu o senti pela força da Mãe Terra”. Com efeito, ao desembarcar na praia, retorci o joelho que inchou. Levou-me junto ao fogo sagrado e por trinta a quarenta vezes passou a mão do fogo ao joelho até que esse desinchasse totalmente. Antes de terminar a celebração que durou cerca de três horas, retornou a mim e disse:”está ainda cansado”. E novamente pressionou fortemente o polegar sobre meu peito. Senti estranho ardor e de repente estava relaxado e tranqüilo como nunca antes.

São sacerdotes-xamãs que entram em contacto com as energias do universo e ajudam as pessoas no seu bem viver.

Certa vez perguntei ao Dalai Lama:”Qual é a melhor religião”? E ele com um sorriso entre sábio e malicioso respondeu:”É aquela que te faz melhor”. Perplexo continuei: “o que é fazer-me melhor”? E ele:”aquela que te faz mais compassivo, mais humano e mais aberto ao Todo esta é a melhor”. Sábia resposta que guardo com reverência até os dias de hoje.

24 Agosto, 2009

Festival Mundial da Paz - atividades em São Paulo


De 4 a 7 de setembro de 2009 o Brasil vai sediar o II FESTIVAL MUNDIAL DA PAZ, organizado pela Rede UNIPAZ.
O epicentro das atividades ocorrerá em Goiânia - GO, mas a proposta é que ocorram atividades paralelas em vários pontos do planeta.
Na cidade de São Paulo ciranda, música, flores, danças circulares, jogos cooperativos, vivências e psicodramas farão parte deste movimento, participe e convide mais pessoas para juntarem-se a nós!!!

Você pode MANIFESTAR A SUA PAZ de uma forma benéfica, criativa e saudável em qualquer local.
No site www.festivalmundialdapaz.org.br você pode registrar a sua atividade ou atitude em prol da Paz Mundial, basta acessar o link MANIFESTE A SUA PAZ, no topo do site e seguir as instruções.
DIA 04/09/09 - sexta-feira - na PALAS ATHENA - Centro de Estudos Filosóficos
Endereço: Rua Leôncio de Carvalho, 99 - Paraíso

Das 9 às 13 horas: ONDE COMEÇA A PAZ?
Esta é uma vivência psicodramática, que objetiva estimular e despertar no indivíduo e no coletivo, um novo olhar de paz consigo mesmo, com o social e com o ambiente, à luz da obra de Pierre Weil.
Facilitadoras: Lucila Camargo, Madalena Rehder e Maria Clara Leme
Psicodramatistas





DIA 05/09/09 - sábado - na UMAPAZ Universidade Aberta do Meio Ambiente e Cultura de Paz
Endereço: Av. IV Centenário, 1268, portão 7-A - Parque do Ibirapuera

Das 9 às 10 horas: UMA CIRANDA PARA A PAZ
Uma ciranda que dá forma a uma mandala humana com cânticos, gestos, poética e intenções que evoquem a PAZ.
Facilitadora: Cecilia Borelli
Artista plástica, performer, arte-educadora e ambientalista


Das 10 às 11 horas: OFICINA DE SHORINKA FLOR DE LUZ
Nesta oficina os participantes vão aprender a fazer pequenos arranjos de flores e a energizá-las para que sejam portadoras de Paz, Harmonia e muita Luz, tanto paras as pessoas que as receberem como para os locais onde forem colocadas.
Facilitadora: Zilmara Andrade
Realizadora da Oficina e Membro da Igreja Messiânica Mundial do Brasil


Das 11 às 12 horas: Semeando PAZ e ALEGRIA nos JARDINS DA VIDA
Nesta vivência vamos refletir sobre o que estamos plantando (e como) em nossos Jardins Interiores. E iremos experimentar uma dinâmica vivencial que nos permitirá plantar ainda mais Paz e Alegria em nossas vidas. Afinal, colhemos o fruto do que plantamos e é justamente na escolha do que semeamos e nutrimos que reside o nosso poder de mudar nossas vidas para MELHOR.
Facilitadora: Mônica Cristina Landim
Agente Transformadora de Realidades, Contadora de Histórias, Palestrante e Facilitadora do Desenvolvimento dos Potenciais do SER Humano

Participação especial: BLUE ANGELIS
A dupla Blue Angelis é formada pelos músicos e terapeutas holísticos Paulo Tahin e MI Kaufmann.
Suas composições são sintonizadas das esferas sutis de Luz, através do Reino Angélico.
Durante a vivência a dupla Blue Angelis estará sintonizando a "música das esferas" e preenchendo o ambiente com a sonoridade da Paz e da Alegria, para que possamos elevar ainda mais a energia do grupo.
Paulo Tahin
Pianista, compositor, escritor e terapeuta holístico
MI Kaufmann
Pianista, tecladista e terapeuta holística


Das 12 às 13 horas: "CELEBRAÇÃO DA VIDA SEGUNDO DIVERSAS TRADIÇÕES CULTURAIS"
Esta vivência se propõe a facilitar a conexão com os potenciais de vida através da alma das diversas tradições culturais (música e movimento), no intuito de ampliar o repertório de referências dos participantes e propiciar um mergulho em outras maneiras de enxergar e praticar a conexão com a vida.
Facilitadoras:
Soraya Gazal: psicóloga, pós- graduada em psicossomática, psicologia junguiana e facilitadora de biodança e
Adriana Albertal: psicodramatista, facilitadora de biodança e meditação ativa, com formação transdiciplinar pela UNIPAZ




DIA 06/09/09 - domingo - no PARQUE DA JUVENTUDE
Endereço: Entrada do Parque Esportivo Av. Zaki Narchi, nº 1309 Santana São Paulo
Há estacionamento gratuito no local.
Das 10 às 12 horas: MANIFESTANDO A PAZ NO DIA A DIA
Os participantes irão vivenciar uma sessão psicodramática a partir da exploração do ambiente.
Facilitadoras: Andréa Claudia de Souza e Eleonora Seligman
Mestre em Psicologia da Saúde e Psicodramatista Didata


Das 13 às 15 horas: DANÇAS CIRCULARES E JOGOS COOPERATIVOS
Danças em rodas, étnicas e contemporâneas e jogos cooperativos.
Facilitadores:
Cambises Bistricky - Facilitador de Jogos Cooperativos e
Claudia Prado - Focalizadora de Danças Circulares Sagradas

ACESSO AO PARQUE DA JUVENTUDE
Ponto de Encontro:
Estaremos no centro do Parque da Juventude, ao lado da quadra de tênis.
Para mais detalhes sobre o parque, acesse:
http://www.sejel.sp.gov.br/parquedajuventude/comochegar.htm